Salgueiro Maia e as Últimas Palavras...
Aproposito da data comemorativa dos 40 anos da Revolução do 25 de Abril de 1974, fica aqui a entrevista a Salgueiro Maia, pouca tempo antes de falecer devido doença cancerosa. Um homem que fez toda a diferença, acompanhado de todos os outros militares, que tirou o povo da ditadura de Salazar/Marcello Caetano. Um homem que lutou por um ideal que achava justo, sem medo de enfrentar as forças leais aos ditadores...!
Salgueiro Maia e os restantes capitães de Abril, tiraram o país da ditadura, abrindo as portas à Democracia, conquistada por estes heróis, que por estes dias vai pelas ruas da amargura... Hoje temos uma Democracia encapuçada, sequestrada, lapidada, condicionada, amputada, por este sistema político que nos desgoverna!
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Em Outubro de 1964, ingressa na Academia Militar, em Lisboa e,
acabado o curso, apresenta-se na Escola Prática de Cavalaria (EPC),
em Santarém, para frequentar o tirocínio. Foi
comandante de instrução em Santarém. Integrou uma companhia de comandos na
então guerra colonial.
Em 1973 iniciam-se as reuniões clandestinas do Movimento das Forças Armadas e,
Salgueiro Maia, como Delegado de Cavalaria, integra a Comissão Coordenadora do
Movimento. Depois do 16 de
Março de 1974 e
do Levantamento das Caldas, foi Salgueiro
Maia, a 25 de Abril desse ano, quem comandou a coluna
de blindados que, vinda de Santarém, montou cerco aos ministérios do Terreiro do Paço forçando, já no final da
tarde, a rendição de Marcelo Caetano, no Quartel do Carmo, que entregou a pasta
do governo a António de Spínola. Salgueiro Maia escoltou
Marcelo Caetano ao avião que o transportaria para o exílio no Brasil."
"...Meus senhores, como todos sabem, há diversas modalidades de Estado. Os estados sociais, os corporativos e o estado a que chegámos. Ora, nesta noite solene, vamos acabar com o estado a que chegámos! De maneira que, quem quiser vir comigo, vamos para Lisboa e acabamos com isto. Quem for voluntário, sai e forma. Quem não quiser sair, fica aqui!"
Todos os 240 homens que ouviram estas palavras, ditas de forma serena mas firme, tão característica de Salgueiro Maia, formaram de imediato à sua frente. Depois seguiram para Lisboa e marcharam sobre a ditadura.
A 24 de Setembro de 1983 recebe a Grã-Cruz da Ordem da Liberdade, e, a título póstumo, o grau
de Grande-Oficial da Ordem
Militar da Torre e Espada, do Valor, Lealdade e Mérito a 28 de Junho
de 1992 e em 2007 a
Medalha de Ouro de Santarém.
Recusou, ao longo dos anos, ser membro do Conselho da Revolução, adido militar numa
embaixada à sua escolha, governador civil do Distrito de Santarém e pertencer à casa
Militar da Presidência da República. Foi promovido a major em 1981 e,
posteriormente, a Tenente-Coronel.
Em 1989 foi-lhe diagnosticada uma doença
cancerosa que, apesar das intervenções cirúrgicas no ano seguinte e em
1991, o vitimaria a 4 de Abril de 1992.
Grândola Vila Morena, a canção que serviu de senha indicadora de tropas em movimento.
Um homem só fez toda a diferença, muitos também podem fazer diferença este 24 Abril à noite e no dia 25 de Abril de 2014 no Largo Carmo às 11 horas com discurso dos Capitães de Abril.
TODOS OS RIOS VÃO DAR AO CARMO!
Passados 40 anos, Portugal e o povo está num impasse, o qual tem de decidir o que quer para o futuro de Portugal... Regredir e assistir à destruição do país e seu povo, ou mudar de rumo radicalmente...?!
Passados 40 anos, Portugal e o povo está num impasse, o qual tem de decidir o que quer para o futuro de Portugal... Regredir e assistir à destruição do país e seu povo, ou mudar de rumo radicalmente...?!
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