«Este blog não respeita o acordo ortográfico (AO90), por ser um atentado inaceitável à língua de Camões e de todos os Portugueses! E você, vai fazer parte deste atentado à língua Portuguesa, escrevendo segundo a aberração do AO90?»
“A Inércia” de um povo;
"Um dos males de um país é a inércia dos cidadãos e a incapacidade da sociedade civil para se afirmar e ser um contra-poder às instituições".
Portugal: "país de corruptos, vigaristas, hipócritas, velhacos e ladrões"
A propósito do escândalo vergonhoso que envolve a nova administração da CGD e António Domingos; que se acha acima da Lei. Em poucas palavras Joaquim Jorge, o homem que disse tudo o que os Portugueses já pensaram sobre o assunto e não têm oportunidade de o dizer para o público.
Este é um assunto em estado de putrefacção avançada, com um cheiro nauseabundo, que está a contaminar o Governo e as instituições Democratas(?) que deveriam funcionar na perfeição... Mas, não!
Artigo de Opinião de: Joaquim Jorge
“Os portugueses são roubados todos os dias e respondem com encolher dos ombros”, condena Joaquim Jorge.
Joaquim Jorge abordou mais uma vez a polémica em torno da recusa de António Domingues em entregar ao Tribunal Constitucional a sua declaração de património e rendimentos antes de assumir funções na Caixa Geral de Depósitos.
“Nada tenho contra uma pessoa que tenha bens e seja rica, desde, que se saiba de onde vem o dinheiro e que paga os seus impostos”, escreveu num artigo de opinião enviado ao Notícias ao Minuto.
A propósito de uma notícia do jornal Público que dava conta que Carlos Santos Ferreira nunca declarou ao TC os rendimentos que auferia na CGD, o fundador do Clube dos Pensadores questiona porque não foi este caso parar à Justiça.
“Tenho vergonha de viver neste país faz de conta, em que se faz tudo e mais alguma coisa. Os portugueses são roubados todos os dias e respondem com encolher dos ombros”. “País de corruptos, safados, vigaristas, hipócritas, tratantes, trapaceiros, velhacos e ladrões. Detesto viver neste país que não se faz justiça perante esta gentalha”, acrescenta.
Já sobre António Domingues, Joaquim Jorge diz que terá de passar pelo mesmo escrutínio, já que “ num verdadeiro Estado de direito não pode e não deve haver excepções - a transparência é para todos”
“Se há um acordo entre António Domingues e o Governo de António Costa para isentarem dessa obrigação na Administração da CGD, a culpa é de quem convidou (Governo) e não de quem foi convidado (presidente CGD)”.
António Domingues, parecendo “pessoa honesta”, escreve Joaquim Jorge, “foi enganado com uma promessa que não pode ser cumprida”, pelo que só tem uma fuga possível: “demitir-se”! fonte, aqui!
Krugman: “As coisas estão terríveis em Portugal, mas não tão terríveis como há alguns anos”
Não é uma opinião qualquer, é a opinião de Paul Krugman um Sr. Nobel de economia... ele, afirma que a Eurozona está doente, está diabética, anémica, economicamente falando. Tem uma doença chamada de "austeridade" e tem uma "cirrose económica" dos défices baixos a qualquer custo, imposta pela Angela Merkel, que levará a ruína da União Europeia.
Uma opinião que conta...!
«As coisas estão terríveis em Portugal, mas não tão terríveis como há alguns anos”, escreve Paul Krugman na sua mais recente crónica no "New York Times", intitulada “A economia diabética”. “O mesmo pode ser dito em relação à economia europeia como um todo.” As referências a Portugal ficam por aqui, num texto em que o Nobel da Economia de 2008 aponta as debilidades e fraquezas da zona euro”. “Passados oito anos desde o início de uma crise financeira supostamente temporária”, escreve Krugman, os problemas “continuam sem fim à vista”. E isso é razão suficiente para “preocupar” não só a Europa, como outro locais.
Eis um dos sintomas do estado de saúde gravíssimo em que a União Europeia se encontra, segundo Krugman: as elevadas taxas de desemprego “na maior parte dos países da Europa”, em níveis que “estão a causar danos humanos, sociais e políticos enormes”, sendo a Espanha, com a sua taxa de desemprego jovem “nuns incríveis 45%”, um exemplo perfeito disso. Como se isso não bastasse, a Europa lida ainda com a possibilidade de “a Grécia rebentar outra vez”, de “os britânicos votarem a favor da saída do Reino Unido da União Europeia” ou de “a economia chinesa cair de um penhasco”.
O diagnóstico de Paul Krugman não é animador. A Europa sofre de uma “doença crónica” chamada “persistente fraqueza do consumo”, o que faz com a economia do continente apresente uma “tendência deflacionária persistente, mesmo quando, como agora, se passa por meses relativamente bons”.» Fonte, aqui!
Ora bem, querem vocês saber como se faz um banqueiro em Portugal, certo? Muito simples: junta-se uma longa carreira numa jotinha partidária, uns tantos cargos políticos, fidelidade ao dono, um curso com passagem administrativa, um primeiro-ministro perigoso, um governador do Banco de Portugal pardacento, duas asas de morcego e voilà: Bingo! Miguel Relvas tem um banco!
Ah, pois é. Um banco que tem licença para operar em Portugal, Moçambique, Angola e América Latina. Que lhe chegou às mãos porque o BPN - que custou ao Estado 6 mil milhões - foi vendido por Passos Coelho ao BIC por 40 milhões. Depois disso, sobrou o Efisa, uma instituição bancária de investimento do universo SLN/BPN, onde foram parar 90 milhões do dinheiro dos contribuintes via ex-primeiro- -ministro. Só então o Efisa foi vendido (por 38 milhões) à Pivot SGPS, da qual faz parte Miguel Relvas. Ou seja, pagámos 52 milhões a essa sociedade para ficar com o dito banco, livre de encargos adicionais. Bonito. Poético.
Como diria Passos Coelho, "Social Democracia, sempre !" Ou, como disse o seu amigo e ex-ministro numa entrevista há uns meses: "A marca Relvas ainda é forte." Sorria, estamos a ser gamados. (aqui, no CM)
«Já se está a tornar um hábito. Todos os anos o Tribunal de Contas acrescenta uns largos milhões à lista dos benefícios fiscais reportados pela Autoridade Tributária. Ficámos agora a saber que ficaram 490 milhões fora das contas de 2013, a maioria aplicável a grandes empresas. Num país em que a espoliação fiscal do trabalho quer fazer tradição, as auditorias do Tribunal à Conta Geral do Estado constituem um dos raros momentos em se ouve falar em benefícios fiscais. É lamentável. Porquê?
Para começar, porque torna muito claro que os princípios de disciplina e rigor se aplicam unicamente à relação entre o Estado e os pequenos contribuintes e/ou beneficiários de apoios sociais. A implacável máquina fiscal que persegue quem menos tem revela-se incapaz de divulgar com precisão e transparência as benesses que legalmente concede a quem mais pode. Os quase 500 milhões que o Estado deixou de receber são mais do que necessários ao cumprimento de muitas outras funções. Ter a informação que nos permita avaliar o regime actualmente existente é o mínimo que se pode exigir.
Em segundo lugar, a dimensão deste tipo de benefícios fiscais - cerca de 1500 milhões de euros - é mais um factor da crescente desigualdade na tributação dos rendimentos em Portugal. Nos últimos quatro anos, a carga fiscal sobre o trabalho aumentou monumentalmente ao mesmo tempo que as empresas usufruíram de várias formas de desagravamento: descida da taxa de IRC e o aumento do número de anos para reporte de prejuízos fiscais são só alguns dos exemplos mais simples.
Por último, é importante realçar que, na sua larguíssima maioria, estes benefícios não servem para ajudar as pequenas empresas. Regra geral, as PME não se constituem enquanto SGPS (sociedades gestoras de participações sociais), não têm sede na Madeira e muitas vezes nem têm lucros para pagar IRC.
Vejamos, então, a lista dos nomes dos maiores beneficiários. A Spiering SGPS, registada na Madeira, está à cabeça. Segundo se sabe, é a holding de topo do grupo de Ilídio Pinho. Em segundo lugar, temos a Farrugia, também registada na Zona Franca da Madeira, controlada por uma empresa brasileira de construção. Em terceiro lugar, a Tertir, uma empresa do Grupo Mota-Engil, que terá tido direito ao benefício por via de uma operação de reorganização interna do próprio grupo. Na lista dos principais beneficiários constam ainda outros suspeitos do costume: EDP, Grupo Amorim, Grupo Jerónimo Martins, Portucel, fundos de pensões de bancos, poderosas IPSS e a Santa Casa da Misericórdia. Mas estes são os mais fáceis de identificar, já que a maior parte dos nomes são desconhecidos e remetem para empresas-fantasma, criadas para o efeito, sobre as quais sabemos muito pouco. Algumas são testas de ferro de grandes fortunas portuguesas e estrangeiras.
Conhecem aquele conto de fadas da economia composta por pequenas mas muito dinâmicas empresas onde o mérito e a competência imperam, longe da mão destruidora do Estado? Esqueçam. O que temos, não só aqui, mas um pouco por todo o Mundo, são grandes corporações com um incomparável poder político, e cuja estratégia de acumulação de riqueza passa, em larga medida, por explorar buracos legais gentilmente concedidos pelos estados. E o Mundo assiste, porque isto da fuga ao Fisco não é para quem quer, é para quem pode.» – Mariana Mortágua, no JN.
1. A evolução nas últimas semanas da situação na Grécia põe
a nu a verdadeira natureza da União Europeia.
Afinal onde está a tão propalada União Europeia humanista e
solidária? Não existe, tudo não passou de uma encenação que agora foi
desmascarada, mostrando a sua natureza predadora e desumana.
É inaceitável a pressão, a chantagem e a ingerência
exercidas pela União Europeia e pelo FMI sob o povo grego para impor a
perpetuação da política de empobrecimento, de exploração, de endividamento e de
submissão.
Atitude que revelou que o que importa para a União Europeia
e em particular para o directório das potências europeias dirigido pela Alemanha
é a manutenção do sistema capitalista e a salvaguarda dos seus interesses,
mesmo que para isso tenham de extorquir os recursos e as riquezas de um povo e
de um país.
Está também demonstrado que a União Europeia e o FMI não
pretendem resolver nenhum problema do povo grego, muito pelo contrário, são
directamente responsáveis pelo agravamento das suas condições económicas e
sociais, roubando-lhe todas as perspectivas de futuro.
Mais, as posturas da União Europeia e do FMI ficam marcadas
por um profundo desrespeito pela soberania e independência de um povo, assim
como pela liberdade e pelos princípios democráticos de um povo decidir sobre os
destinos do seu país.
O acordo firmado, ao arrepio da vontade popular, persiste
nas mesmas opções que conduziu a Grécia à situação em que hoje se encontra e
impõe mais “austeridade” a um povo que já a rejeitou liminarmente.
2. Em todo este processo importa também referir a total
conivência do Governo português e do Presidente da República com as imposições
da União Europeia e o FMI ao povo grego. Posição essa que é também acompanhada
pelo PS, contrária aos interesses nacionais, do povo e do país e que só
comprovam a total submissão de PS, PSD e CDS-PP aos ditames da União Europeia.
Alinhamento que se compreende à luz das opções políticas e
ideológicas que estes partidos defendem para o nosso país. PS, PSD e CDS-PP no
essencial, seguem pelo mesmo diapasão na continuação da política de direita, da
precarização das relações de trabalho, dos baixos salários, das privatizações e
do desmantelamento das funções sociais do Estado e dos serviços públicos, em
benefício dos grandes grupos económicos e financeiros.
3. Os últimos desenvolvimentos confirmam a justeza das
propostas e soluções do PCP - a urgente renegociação da dívida nos seus prazos,
juros e montantes e o estudo e a preparação do país para a saída do Euro, que
se assumem como uma necessidade do povo e do país, de que não podemos
prescindir.
O desenvolvimento e o progresso social só são possíveis com
a ruptura com uma política de claudicação e de submissão aos ditames da União
Europeia e do directório de potências europeias.
O desenvolvimento e o progresso social só são possíveis com
uma política que defenda o primado dos interesses nacionais, que defenda os
sectores produtivos e a reindustrialização do país, a valorização dos salários e
pensões, o controlo público de empresas e sectores estratégicos da economia, as
funções sociais do Estado e dos serviços públicos e afirme a nossa soberania e
independência. (aqui)
É hora de os povos escolherem outro caminho para o seu futuro, democraticamente pelo voto, é hora de escolher diferente, escolher os que defendem os direitos do povo, e renegar os que defendem o alto capital, renegar os que defendem os "mercados" e sistema bancários em detrimento dos povos!!
É urgente eleger quem se propuser cortar com estas políticas destruidoras das sociedades!
Formação Académica: Licenciatura em Economia - Universidade Lusíada - concluída em 2001
Percurso profissional: Até 2004, apenas actividade partidária na JSD e PSD; a partir de 2004 (já com 40 anos de idade) passou a desempenhar vários cargos em empresas do amigo e companheiro de Partido, Engº Ângelo Correia, de quem foi diligente e dedicado 'moço-de-fretes'.
O "magnífico" CV do homem que "teoricamente" governa este País...
Um homem que nunca soube o que era trabalhar até aos 37 anos de idade!
Um homem que, mesmo sem ocupação profissional, só conseguiu terminar a Licenciatura (numa Universidade privada?) com 37 anos de idade!
Há que divulgar... E é bom que o façam e que se espalhe por todos os vossos contactos, pois tanto falavam do CV do "outro" (do José Sócrates), este nem um curso conseguiu tirar, até aos 37 anos !
Raquel Varela explica o Curriculum de Passos Coelho...
"Escolhi como personalidade do ano de 2014 Passos Coelho. Este “homem sem qualidades” realizou todo o programa que se propunha fazer, deixando o país com mais 50% de pobres e 30% de milionários. A incompetência de que a oposição o acusa é uma desculpa estéril para uma oposição devastadora-mente incompetente que contínua a reclamar que perde o jogo porque o adversário é bom. Quando falhamos, manda o bom senso que olhemos para nós, em primeiro lugar. E a nossa oposição é para-lamentar, trocadilho inspirado que li algures". (aqui!)
Por estes dias Pedro Passos Coelho (primeiro ministro), teceu altos elogios (aqui) a Dias Loureiro, um senhor que esteve envolvido em vários casos menos claros, como o do BPN... Os maioria dos Portugueses sentem-se indignados com este elogio, inoportuno. Será que o Primeiro Ministro mediu bem as palavras que proferiu, será que o Sr. Pedro Passos Coelho sabe quanto custou aos Portugueses o "roubo" do BPN, para estar a elogiar um dos principais protagonistas naquela miserável tramóia? Mariana Mortágua dá a sua opinião!
Passos Coelho escolheu a inauguração de uma queijaria para
marcar o Dia do Trabalhador. Aí, elogiou de forma muito decidida não o esforço
dos trabalhadores, mas o dos empresários. Corrijo, elogiou "de uma forma
muito amiga e especial" um empresário em concreto. Diz o primeiro-ministro
que a história deste "empresário bem-sucedido" é um exemplo para
todos quantos "sabem que, se queremos vencer na vida, chegar longe, ter
uma economia desenvolvida e pujante, temos de ser exigentes e metódicos".
Um empresário que "viu muitas coisas por esse Mundo fora", e que nos
dá lições importantes ao mostrar que "os ricos não são ricos a esbanjar
dinheiro".
Mas quem é, então, esta conjugação de Steve Jobs com Henry
Ford? Dias Loureiro. Compreendo o seu espanto, pois também foi o meu quando vi
as imagens, mas é esse mesmo Dias Loureiro. O do BPN que nos custou mais de
5000 milhões de euros. O homem que "viu muitas coisas no Mundo", de
Porto Rico a Marrocos, onde arranjou uns negócios ruinosos (estou a ser simpática
na definição...) que acabaram todos a ser pagos pelos contribuintes. O
"metódico" Dias Loureiro que garantiu, na comissão de inquérito ao
BPN, que não conhecia um fundo usado pelo BPN nos seus esquemas financeiros,
mas que se mostrou dias depois ter assinado vários documentos desse fundo. A
mentira, recorde-se, foi um dos motivos que o levou a renunciar do Conselho de
Estado, para o qual tinha sido nomeado por Cavaco Silva.
As conclusões do relatório dessa comissão parlamentar,
aliás, não deixam muitas margens para dúvidas sobre o modelo de negócio e
"exigência" deste "empresário bem-sucedido". O seu nome e o
de Oliveira e Costa são os únicos nomeados para explicar como foi montado o
"banco laranja". "O Grupo desenvolveu-se rapidamente mercê da
colaboração objectiva de várias pessoas influentes, em virtude do exercício de
altos cargos públicos, designadamente, o Dr. Dias Loureiro e o próprio Dr.
Oliveira e Costa, bem como alguns accionistas".
Sobre Dias Loureiro não há muito mais a dizer, mas as
palavras escolhidas por Passos Coelho, na verdade, dizem-nos mais sobre a forma
como o primeiro-ministro vê o Mundo, e a relação entre política e negócios, do
que sobre um dos responsáveis pelo caso de polícia que foi o BPN. Esperava-se
que um empresário com as características elencadas por Passos fosse alguém que
tivesse criado empregos bem pagos e desenvolvido a economia do país, não alguém
que, à sombra de Oliveira e Costa, ajudou a montar uma espécie de Tecnoforma
gigante. Ou então é isso, é mesmo este modelo de vida, negócio e "vencer
na vida" que Passos conhece e admira.
"Há 4691 milhões de razões para nos explicar os seus elogios a Dias Loureiro"
Esta é a história do melhor CEO da Europa e arredores, que se transformou no pior CEO da Europa a destruir empresas...
"Querem saber como se destrói uma empresa? Perguntem a Zeinal Bava e a Henrique Granadeiro (afundou 900 milhões à PT). O que teve lugar na Portugal Telecom, nos últimos anos, devia ser compilado e dar origem a um manual de instruções para afundar empresas".
Por: Mariana Mortágua
"Zeinal Bava pode dizer que sai pelo seu pé, mas deixa atrás de si os cacos do que foi a mais prestigiada empresa nacional.
Durante décadas a maior empresa portuguesa, e a primeira de dimensão internacional, a PT, era também a companhia que mais investia em tecnologia e investigação no nosso país. Era, digo. Porque é este o legado de Bava à frente da empresa que o Estado privatizou: todas as notícias positivas sobre a PT estão no passado.
A PT, fruto do seu investimento no centro tecnológico de Aveiro, foi a primeira empresa mundial a criar um cartão pré pago. Foi com ele que reagiu à entrada das multinacionais de comunicações no nosso país e retomou a liderança no sector móvel. Foi com esse cartão que revolucionou o mercado brasileiro e tornou a VIVO o maior operador móvel da América latina. O mesmo aconteceu com os acessos à Internet, rede 3 G e um sem número de produtos nascidos da articulação entre uma empresa com capitais públicos e uma universidade do Estado.
Há quatro anos a PT tinha a liderança do mercado móvel da América latina. Hoje, é uma empresa endividada até ao pescoço, sem capacidade de investimento, escorraçada pelo obsoleto parceiro brasileiro, e à beira de ser comprada por um fundo especulativo. O mesmo fundo que, depois de adquirir a Cabovisão, fez do despedimento de 100 funcionários o seu primeiro ato de gestão.
Não será certamente coincidência que a queda livre da PT coincida, temporalmente, com a alienação da Golden Share do Estado na empresa. Ou que o momento chave da destruição de valor, a venda da Vivo, tenha acontecido com a oposição do Estado, que acabou por se vergar à pressão do maior accionista da PT: o BES.
O banco de Ricardo Salgado precisava de liquidez e o futuro de uma empresa estratégica portuguesa era a sua última preocupação.
Foram essas necessidades de liquidez que fizeram com que a PT, durante anos e anos a fio, fosse a empresa que mais generosos dividendos foi distribuindo. A distribuição de dividendos muito acima das suas possibilidades, foi o esquema encontrado por Zeinal Bava e Henrique Granadeiro para gerirem uma complexa teia de interesses. O resultado está à vista. A sua ligação umbilical às necessidades da finança, leia-se Banco Espírito Santo, acabou por colocar o futuro da empresa em risco.
Não é a queda de um anjo, incensado até há pouco tempo pelos sucessivos governos, pela finança e até colunistas da imprensa especializada, que nos deve preocupar. O que nos preocupa é o futuro do operador incumbente de comunicações, o futuro de milhares de trabalhadores ou do investimento em infraestruturas vitais para a modernização do país.
Não nos esquecemos que a alienação da Golden Share foi um dos temas da campanha interna do PSD, juntando todos, à vez, na defesa desta irresponsabilidade.
E por isso está na altura de confrontar Passos Coelho com as suas próprias garantias.
Dizia o primeiro-ministro que o fim das Golden Share do Estado teria lugar acautelando os interesses estratégicos do país. Das duas, uma: ou Passos Coelho, na sua forma distorcida de ver a economia e a sociedade, entendia que o interesse estratégico do país passava por entregar uma das mais importantes empresas nacionais a um pequeno fundo internacional, sem nenhum conhecimento e capacidade de investimento; ou estamos perante um ato consciente de favorecimento dos interesses privados. Em ambos os casos, é o interesse nacional que, mais uma vez, sai lesado.
PSD, PS e CDS foram-nos garantindo que as privatizações não iriam colocar em causa a permanência dos sectores estratégicos em mãos nacionais. O actual Governo jurou-nos, depois, que o fim das golden share não hipotecava os interesses do país. Tudo furado.
Não só as privatizações de sectores como a energia ou combustíveis não trouxeram os proclamados benefícios da concorrência, como monopólios naturais fundamentais para a soberania nacional foram parar às mãos de regimes ditatoriais ou aos bolsos de fundos especulativos sem nenhum interesse de médio ou longo prazo.
O que está em causa é a irrelevância da PT. O que está em causa é o posto de trabalho de milhares de pessoas e a previsível deslocação ou desinvestimento no centro tecnológico de Aveiro, onde se concentra a maior fatia do investimento privado em investigação no país.
Não há como olhar para o que está acontecer, aqui e agora, mesmo à frente dos nossos olhos, e insistir, com certeza acrítica de quem está toldado pelo seu próprio radicalismo ideológico, que nada correu mal, que isto não poderia ter sido evitado, ou que não há lições para o futuro.
Sim, está a correr mal. Sim, podia ter sido evitado. Sim, há lições para o futuro: os sectores estratégicos nacionais têm que estar em mãos públicas, a começar pela TAP, que o governo tenta vender à pressão sobre os escombros da PT, que tanto contribuiu para destruir". (fonte aqui)
OBS: O texto em cima, é a transcrição do do vídeo que se segue, em baixo.
"Durante décadas a maior empresa portuguesa, e a primeira de dimensão internacional, a PT, era também a companhia que mais investia em tecnologia e investigação no nosso país. Era, digo. Porque é este o legado de Bava à frente da empresa que o Estado privatizou: todas as notícias positivas sobre a PT estão no passado". |08-10-2014|
A queda do "homem que era um Ferrari".
"Durante décadas a maior empresa portuguesa, e a primeira de dimensão internacional, a PT, era também a companhia que mais investia em tecnologia e investigação no nosso país. Era, digo. Porque é este o legado de Bava à frente da empresa que o Estado privatizou: todas as notícias positivas sobre a PT estão no passado". |08-10-2014|
Zeinal Bava, o amnésico. Será que de repente ficou com alzheimer??
"Não sei, não me lembro, não tenho memória, não consigo precisar".
Deputados indignados com desconhecimento de Zeinal Bava.
Da esquerda à direita, os Deputados ficaram indignados com o "desconhecimento" manifestado por Zeinal Bava durante a audição na comissão de inquérito ao BES. Alguns recusaram-se mesmo a fazer mais perguntas ao antigo presidente executivo da Oi e da Portugal Telecom.
Hoje, com as Democracias em colapso, causado pelas elites corruptas e subservientes ao alto capitalismo, é pertinente ouvir Gloria Álvarez.
Gloria Álvarez é a face de um vídeo que não tem parado de circular pela Internet nas últimas semanas. Ela foi participante do Parlamento Iberoamericano de la Juventud que ocorreu em Setembro em Zaragoza, Espanha, organizado pela Red Iberoamericana Líder, a qual busca unir jovens líderes comprometidos com a democracia, o respeito aos direitos humanos e a liberdade individual.
“É acolhedor e impressionante. Não esperava por isso”, disse sobre a fama que tem tido a filmagem do seu discurso numa defesa ferrenha das instituições republicanas, o qual alcançará [no vídeo original] muito em breve mais de 1 milhão de visualizações.
Ela é cientista política, locutora de rádio e directora de projectos do Movimiento Cívico Nacional da Guatemala (MCN), ONG que promove uma participação cidadã informada, responsável e activa na política nacional.
“Agora surge o desafio do que fazer depois do discurso – explica ela -, como manter essa unidade e fazer algo para desmantelar o populismo”, sustenta.
[Belén Marty/PanAm Post] Acredita que vale a pena adentrar no mundo da política para lutar pelas instituições republicanas que menciona no vídeo?
Sim, eu acredito que vale muito a pena, mas não é algo para todo mundo. Você como cidadão deve se interessar por questões de economia, políticas públicas, história universal, então primeiro deve se definir como indivíduo para saber o que gostaria de ver num governo, e só então poder dele exigir.
Creio que é muito importante nosso papel de cidadãos, ainda que nunca nos envolvemos na política. Somos os guardiões para que estes empregados públicos façam bem seu trabalho.
Qual o rol das novas tecnologias?
No caso da Guatemala tem ocorrido que a tecnologia dos smartphones e tablets estão chegando a lugares onde nem se quer há água potável. Existem aldeias onde as pessoas não tem electricidade em sua casa, então vão até os municípios para carregar seus telefones. Está chegando a tecnologia antes de outros serviços básicos, incluindo a educação.
É importante utilizar, dentro das ferramentas tecnológicas que oferece a Internet, diferentes documentários, tutoriais, cursos e livros em PDF, vídeos; qualquer ferramenta que possamos utilizar para levar a educação que estas populações necessitam.
Oportunidades, como bolsas, que permitem ter uma carreira de forma gratuita, é uma grande aposta. Sobretudo quando vemos que os governos populistas não estão interessados em nos educar: dependem de nossa ignorância para se manterem no poder.
Eu aposto na tecnologia como o substituto de um Ministério da Educação irresponsável, ou de professores que ficaram presos no século passado.
É muito interessante o conceito de gratuidade que menciona em seu discurso. Que quer dizer com aquilo?
O populista em seus discursos sempre fala de entes abstractos, a nação sente, a nação opina, a naçãopensa, e realmente quando se põe a pensar, tanto o Estado como a nação, não são mais que um conjunto de indivíduos tomando decisões.
Quando alguém utiliza essa generalização de abstractos e te diz “o Estado paga“, as pessoas esquecem que o Estado não é um ente que gera dinheiro por si mesmo, mas que são um monte de indivíduos que recebem recursos de outro monte de indivíduos, que decidem como vão se administrar esses recursos.
Nada é grátis. Ou seja, temos que está conscientes de que tudo vem com o custo de algo. E no meu país, de cada 10 actividades económicas só duas pagam impostos. Todo mundo quer exigir do Estado, e é muito fácil exigir sem contribuir.
O que diria as mulheres que estão te lendo?
Em primeiro lugar o mesmo que digo aos jovens. Ser jovem não é uma virtude em si mesmo. Ser mulher tem suas virtudes, mas para questões políticas o que importa é sua capacidade mental para liderar uma nação, o poder de resolver problemas.
Eu sou contra as famosas cotas, creio que cada um merece seu lugar, não pelo aparato reprodutor que tenha, mas por como demonstre que vá melhorar as condições de um país.
A primeira mensagem para a mulher é que não se agarre ao ser mulher para obter espaço: isso não tem validez dado não ter fundamento lógico. A segunda: por ser mulher nos associam muito com o papel das mães, e as mães dão, dão e dão, sem pedir nada em troca. Por isso muitas mulheres utilizam-se das ferramentas populistas na hora de fazer política.
Posso pensar em Eva Perón, Cristina Kirchner, Michelle Bachelet, Angela Merkel e em Michelle Obama. As poucas mulheres que se metem na política caem nesse discurso populista de dar e dar, e são muito bem acolhidas pela população, porque lembram da figura de suas mães.
Por que acredita que não existe uma forte defesa das ideias liberais entre os parlamentares?
O desafio que o liberalismo clássico te impõe é que cada um é livre para buscar o modelo de vida que queira, mas isso exige responsabilidade sobre as consequências dos seus actos.
Então, isso é como que eu te diga que nos vamos a uma festa nos embebedarmos, mas ninguém quer ter a responsabilidade de ir para a cadeia se dirigir um automóvel e atropelar alguém. Todo mundo quer farrear, mas nem todo mundo quer carregar a responsabilidade e a consequência que isso lhe traz.
O liberalismo clássico exige responsabilidade, é a face de uma mesma moeda. E nossos políticos também tem feito um maravilhoso trabalho em dizer as pessoas que elas não são responsáveis por suas vidas, mas que são tão somente vítimas.
Na Guatemala vejo mulheres que engravidam com o propósito de cobrar mais auxílio do Estado. Caem em atitudes completamente irresponsáveis, mas porque, por um lado, o político está aplaudindo. O político te diz, “você não deve se preocupar, isto não é sua culpa”.
Quais são os próximos objetivos do Movimiento Cívico Nacional?
Nosso objectivo é posicionar a República como o antídoto ao populismo, a vacina do mesmo. A República é justamente o sistema que resguarda os direitos individuais e mantém a institucionalidade e o governo das leis.
Para o próximo ano, que é ano eleitoral na Guatemala, nosso desafio é seguir empreendendo as visitas que estamos fazendo as áreas rurais.
Trabalhamos, por exemplo, com comunidades indígenas que tem sido facilmente manipuladas por líderes populistas. Lhes contamos quais são seus direitos, suas obrigações e como funciona o Estado da Guatemala.
E agora, com o boom que tem tido o vídeo, buscaremos fazer uma rede de trocas de informações e conhecimento. Também poderemos fazer, por exemplo, uma colecta massiva de objectos tecnológicos em desuso que se podem doar.
O que a popularidade deste vídeo tem demonstrado é que padecemos de maus muito similares [na América Latina], assim as soluções podem ser as mesmas.
Estão te tentando a participar da política? Políticos tem te procurado por causa do vídeo?
Desde as eleições passadas, como eu trabalha numa rádio, vários partidos políticos tem me procurado buscando que eu lhes desse aval, um selo de aprovação, mas pelo trabalho que sempre tenho feito nos meios de comunicação me mantenho neutra.
Por conta do vídeo, vários partidos políticos tem sim me convidado para participar, mas a verdade é que não me interessa. Tenho visto como eles tem utilizado companheiros meus só para usar seus nomes e limpar o passado sujo de políticos anteriores. Portanto não, não me interessa.
“A democracia não está bem”, afirmou Miguel Cadilhe, durante uma dissertação realizada em Vila Nova de Gaia, onde participou como convidado no nono aniversário do Clube dos Pensadores.
“Por vezes a democracia escolhe pessoas que não prestam. Como é que a democracia não distingue, a tempo, não segrega os políticos de pouca diligência, débil carácter, o puro sacana, velhaco? Como é que a democracia não distingue isso?”, pergunta.
A solução, para Cadilhe, passa por sermos capazes de “subir a montanha” e “tentar ver lá de cima o que se passa”.
“Já não é o político ‘a’ ou ‘b’ que avistamos. Já não é um Passos ou um Costa – pessoas de bem. Não são esses quem importa. Já estou muito acima disso e cheguei a uma fase da vida em que concluí que é preciso estar bastante acima disso, porque a democracia não está bem”.
O antigo ministro olhou para os últimos quatro anos de governação e lamentou o “quase zero” de “autêntico reformismo de Estado” e teme que as eleições legislativas de 2015 nada resolvam. Algo “grave e muito delicado”, segundo Miguel Cadilhe.
Veja a intervenção de Miguel Cadilhe no Clube dos Pensadores.
Miguel Cadilhe considera que a democracia portuguesa não está bem e que por vezes elege “velhacos” e “sacanas”. Para o antigo ministro das Finanças, nos últimos 4 anos não foi feita qualquer reforma do Estado e as eleições legislativas nada vão resolver.
Eu diria que Miguel Cadilhe, ao fim de tanto tempo, veio agora descobrir a pólvora.
Paulo Morais, um senhor numa luta incansável, no combate à corrupção e transparência. Portugal tem um "deficit" em pessoas, como Paulo Morais; é urgente as pessoas de "bem" levantarem-se e deixarem de lado a INÉRCIA, insurgindo-se contra o flagelo da Corrupção, dentro e fora da classe política. O povo não pode continuar a alimentar com o seu VOTO uma classe política que nos tem desgovernado há imenso tempo (partidos do arco da governação)... Classe essa que não quer de todo combater a corrupção!!
O fenómeno da corrupção cresceu à vista de todos. Os
escândalos sucederam-se, cada um custando ao povo milhares de milhões.
A corrupção domina a política. Finalmente, há dirigentes
acusados e presos. E, ainda assim, tanto o chefe do governo como o líder da
oposição recusam-se a condenar a corrupção ou sequer a pronunciar-se sobre este
flagelo.
O fenómeno cresceu à vista de todos nos últimos vinte anos.
Os escândalos sucederam-se: corrupção na Expo 98, no Euro 2004, no BPN, nas
parcerias público-privadas... muitos casos, de forma reiterada, e cada um deles
custando ao povo milhares de milhões. Também ao nível das autarquias a
corrupção se revelava dominante, em particular no urbanismo. Promotores
imobiliários adquiriram durante décadas terrenos agrícolas que de seguida,
através dum alvará de loteamento obtido com a cumplicidade dos autarcas,
transformavam em urbanizáveis, valorizando-os em seis a sete vezes mais.
Mas só bem recentemente, e por força duma intervenção mais
eficaz dos procuradores, altos dirigentes da política e da administração,
ficaram a contas com a Justiça. Na esfera do PS, Vara é condenado a cinco anos
de prisão efectiva, José Sócrates está na cadeia. Enquanto isso, Mário Soares e
Vera Jardim insultam a Justiça. Mas, apesar do caos, António Costa recusa-se a
comentar a corrupção na política.
Também na maioria
governamental o fenómeno deixa marcas. Dirigentes de topo da administração
pública são detidos, no âmbito da concessão ilegal de ‘vistos gold’. Vários
Ministérios são envolvidos neste polvo, da Administração e Justiça ao Ambiente,
o director de uma polícia é acusado de corrupção. Como a fraude é gerada no
seio do governo, Passos deve explicações. Mas finge que não é nada consigo.
Passos Coelho e António Costa refugiam-se no silêncio. Sempre
disponíveis a comentar tudo, do futebol à moda, recusam-se agora a falar sobre
corrupção na política, justamente o tema central na política nacional. Fazem
como Pilatos, que, segundo o Papa Francisco, "lava as mãos, como se o
assunto não fosse com ele, mas no fundo é para defender a sua zona corrupta de
adesão ao poder a qualquer preço".
Passos e Costa sabem que, para manterem os seus lugares, não
podem afrontar os corruptos que dominam a política nacional, a cuja teia também
pertencem. Fonte, aqui!
Grande entrevista a Paulo Morais, sobre a corrupção e os novos casos...
O vice-presidente da TIAC, Paulo Morais, é o convidado da
Grande Entrevista da RTP Informação de 26 de Novembro de 2014. Face aos
escândalos de corrupção que teimam em vir a público, o que deve o país fazer
para assegurar um sistema político limpo e uma justiça actuante? Entrevista de
Vítor Gonçalves.
Quem Destruiu o País e o Levou a Este estado de Coisas...? Explicado de forma muito fácil de entender, mesmo por aqueles que não percebem nada de economia e gestão financeira...!
Arnaldo Matosexpõe e defende de forma muito clara e
imbatível a única alternativa que se coloca aos trabalhadores portugueses e
democratas de não pagamento da dívida e da saída do euro, desenvolvendo a este
propósito as medidas que um governo democrático patriótico deverá tomar no
momento em que decidir a saída do euro, meio indispensável para o povo
português reconquistar a sua liberdade.
Bastante elucidativo, obrigatório ouvir!!
Na mesma palestra, o camarada Arnaldo Matos denunciou também
com toda a firmeza a traição que tem caracterizado as posições do PS desde a
entrada de Portugal na CEE aos tempos de hoje, na sua cumplicidade com a Tróika
e o governo PSD/CDS, bem como a política oportunista da renegociação da dívida
defendida pelo BE e PCP, salientando a necessidade de construir uma forte e
ampla unidade em torno de uma política clara que sirva os interesses dos
operários e dos trabalhadores portugueses.
Permitimo-nos chamar atenção para o facto desta conferência
se ter realizado na véspera das últimas eleições na Grécia (17 de Junho),
quando as sondagens apontavam para uma maioria do Syrisa.
Está na hora da Sociedade/Povo acordar, e dizer de uma vez por todas, Basta!! Basta de destruição no nosso país, basta de, estes "agiotas" sugarem até há ultima gota, o dinheiro e o sangue dos Portugueses!
"Um dos males do país é a inércia dos cidadãos e a incapacidade da sociedade civil para se afirmar e ser um contra-poder às instituições".Ramalho Eanes
Os Portugueses Continuam a Viver acima das Possibilidades...??!
De: Carlos Manuel Moreno, juiz jubilado do Tribunal de Contas, uma voz séria, por quem tenho profundo respeito. Critica em tom sarcástico, a destruição de uma sociedade/país e o continuar do massacre da sociedade com mais e mais cortes e impostos, por parte do governo, para alguns continuarem a viver acima das possibilidades...!
"...Na próxima 3ª feira vai ser anunciado aos portugueses - e já vão ver a razão da pressa em o fazer - que:
1) Como os trabalhadores estão a viver acima das suas possibilidades, é patriótico cortar mais e de novo nos seus salários;
2) Como o tuga é o melhor povo do mundo sempre acocorado, vai pagar mais um aumentozinho de taxas e de impostos;
3) Os reformados e pensionistas que estão ainda mais esbanjadores também não vão perder pela demora em novos cortes;
4) A dívida pública está óptima, saudável, recomenda-se e, como está ao preço da chuva, cresce permanentemente, mas sempre em linha com as ordens da UE;
5) As empresas públicas que ainda dão lucro vão ser rapidamente vendidas por uma questão de racionalidade e de boa gestão financeira pública;
6) O Novo BES, como previsto pelos sábios e ao contrário da malandragem que só sabe criticar, está a dar lucro, tem dezenas de capitalistas a querer comprá-lo, e os contribuintes sem voz vão receber um bónus e nada terão a pagar, claro;
7) A economia, o emprego, as exportações, o investimento reprodutivo, o PIB e o salário médio crescem a olhos vistos, como verdadeiros milagres que tinham sido previstos pelos amigos do Povo;
8) Os emigrantes estão a voltar em massa, a taxa de natalidade está a crescer e vão ser criadas maternidades, creches e escolas por todo o país e sobretudo no interior;
9) os mais de 2 milhões de pobres são uma inventona da reacção;
10) As sondagens sérias e não manipuladas mostram que todo o povo está felicíssimo por o campeonato de futebol estar a começar de novo e que as oposições ao actual poder e a abstenção nas próximas eleições não somarão mais do que 0,10 % de aderentes e que irão às urnas 99% dos cidadãos eleitores.
Na habitual conferência de imprensa sem perguntas para curiosos, será salientado que os portugueses conseguiram finalmente o que mereciam!
Até já me esquecia!
O melhor fim de semana possível para todos os Amigos do FB. E parabéns." (aqui)