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«Este blog não respeita o acordo ortográfico (AO90), por ser um atentado inaceitável à língua de Camões e de todos os Portugueses! E você, vai fazer parte deste atentado à língua Portuguesa, escrevendo segundo a aberração do AO90?»

A Inércia” de um povo;


"Um dos males de um país é a inércia dos cidadãos e a incapacidade da sociedade civil para se afirmar e ser um contra-poder às instituições".
R. Eanes




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quinta-feira, 18 de junho de 2015

O Montepio, o Próximo que se Segue

O Montepio, o Próximo que se Segue 







Montepio, próximo da derrocada... mais um, para lixar os Portugueses!

Nós os Portugueses, andamos a salvar bancos e a tapar buracos financeiros da banca, por termos governantes e políticos que preferem defender os bancos em detrimento das pessoas... Primeiro foi o BPN e BPP e a seguir foi o escândalo do BES. Agora temos ai o Montepio prestes a rebentar! 


Como os banqueiros se deram bem (porque os governos tapam os buracos causados por estes), então há sempre mais um banqueiro a tentar o mesmo feito, que é descapitalizar o banco (com fraudes) para depois o estado ir tapar os buracos com os dinheiro do Estado, que é de todos os contribuintes Portugueses.

Mais uma vez a "inércia" do Banco de Portugal leva a problemas na banca, por agir tardiamente na fiscalização/supervisão bancária... é caso para dizer: "pior é impossível"!  



É inadmissível e intolerável que o Estado Português continue a retirar dinheiro dos bolsos dos contribuintes (pela via dos impostos) para salvar BANCOS CORRUPTOS... Basta, desta pouca vergonha!!


O Banco de Portugal quer acelerar a separação entre o Montepio e a Associação Mutualista (aqui).


A auditoria especial ao Montepio, terá detectado irregularidades e, ao que a SIC apurou, deverá estar concluída já na próxima quarta-feira. Carlos Costa exigiu mudanças de fundo e uma nova gestão independente para o banco.








Banco de Portugal obrigou Montepio a reconhecer perdas de 241 milhões.


O Banco de Portugal obrigou o Montepio a contabilizar mais 241 milhões de euros em imparidades, ou seja, perdas de valor do banco, para além das que já estavam previstas nas contas de 2014. A administração do Montepio garante que já tinha provisões suficientes...

quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

Montepio: um Banco Prestes a Rebentar

Montepio: mais um Banco Prestes a Rebentar






Montepio no fio da navalha... Será este mais um banco que o governo vai resgatar com o dinheiro dos contribuintes ou será a Santa Casa Misericórdiosa, com o dinheiro dos pobres

O Montepio vai de mal a pior, o desespero é tanto que os trabalhadores do banco estão a ser pressionados para vender produtos da Associação Mutualista no valor de 970 milhões de euros (clique!). Montepio, um déjà-vu do BES... Será que ainda há otários que vão cair em nova fraude bancária?


Agora se percebe, o casamento que o governo estava/está a preparar entre a Santa Casa da Misericórdiosa (dinheiro dos pobres) e o Montepio (dos ricos), no valor de 200 milhões de euros (clique!)... É que o banco está praticamente falido, com problemas graves de liquidez. Depois do Banco de Portugal ter obrigado o Montepio a reconhecer perdas no valor de 241 milhões de euros em 2015, os problemas no banco têm vindo a agudizar-se e, era aqui que o dinheiro da Santa Casa da Misericórdiosa assentava que nem uma luva.

Senhores governantes, basta! Basta de resgatar os desmandes dos bancos com o dinheiro dos contribuintes! Está na hora de deixar cair os bancos.




O ministro do Trabalho e Segurança Social afirma que não tem conhecimento de qualquer ilegalidade nestes produtos." Fonte, RTP







241 milhões em perdas... Má gestão!





Eles não têm vergonha, e repetem a receita, uns atrás dos outros.






quinta-feira, 6 de setembro de 2018

Onde Estão os 18 Milhões Doados a Pedrógão Grande

Onde Estão os 18 Milhões Doados a Pedrógão Grande, Pelos Portugueses?





Os portugueses querem saber onde estão os 18 milhões que foram doados às vitimas de Pedrogão Grande... Onde pára tanto dinheiro? 

Veja aqui a reportagem, "compadrio" de Ana Leal da TVI. Reportagem que mostra como foram desviados fundos, doações, para proveito próprio de alguns vigaristas. 




Fonte, aqui no JN (clique!)





Vídeo do Jornal o Observador





Na Revista Visão: Siga o rasto aos donativos para reconstruir Pedrógão


"As pessoas deram o dinheiro às entidades que entenderam. O Estado organizou um fundo, o Revita, que até ao momento só recebeu donativos no montante total de 1,961 milhões de euros. Relativamente às verbas do fundo Revita, as intenções de doação chegam até 4,9 milhões de euros, apesar de, efetivamente, só termos recebido até agora, 1,9 milhões. Sendo um fundo público, é gerido em conjunto com as autarquias e com a sociedade civil", disse.

A VISÃO seguiu o rasto do dinheiro apresenta os resultados caso a caso, discriminando os fundos recolhidos por cada entidade

TOTAL ANGARIADO - 13,6 MILHÕES DE EUROS

Governo - €1 milhão no fundo REVITA. 

Verba pode ultrapassar os 4 milhões de euros
Origem: Doações de particulares e do Millennium (€423 mil)
Destino: Há 72 intervenções de requalificação simples em processo de entrega em obra


Cáritas Portuguesa - €1,26 milhões 

Origem: Diversas doações, incluindo a do Novo Banco (€191 568)
Destino: Cáritas de Coimbra está no terreno a identificar necessidades


União das Misericórdias Portuguesas (UMP) - €1,84 milhões 

Origem: 1,342 milhões de euros do concerto solidário Juntos por todos, 467 mil euros da conta solidária aberta no Montepio e 36 470 euros do Santander
Destino: A UMP está a fazer o levantamento das necessidades


Associação Portuguesa de Seguradores - €2,5 milhões 

Origem: Doações das seguradoras
Destino: Primeiros pagamentos a familiares das vítimas já começaram a ser feitos


Santa Casa da Misericórdia de Pedrógão Grande - €150mil 

Origem: Doações de particulares e donativo da RTP (€134 mil) Destino: Reabilitação de duas casas de habitação. Ainda decorre o processo 
de identificação


Fundação Aga Khan - €500 mil 

Origem: Doação do príncipe Aga Khan
Destino: Verba entregue ao Governo. Não integra o fundo REVITA porque vai ser aplicada na área da educação. Está a ser feito o levantamento das necessidades


Fundação Calouste Gulbenkian - €3,65 milhões 

Origem: Doação da própria fundação (500 mil euros); doações da Altri e da Navigator (500 mil euros); e donativo da CGD 
(2,65 milhões de euros)
DESTINO: Fundação ainda no terreno a identificar necessidades


Novo Banco - €191 568 

Origem: Doações de particulares para conta solidária
Destino: Verba já foi entregue à Cáritas de Coimbra


Millennium BCP - €423 mil 

Origem: Doações de particulares para conta solidária
Destino: Valor faz parte do fundo REVITA, criado pelo Governo


BPI - €1,14 milhões 

Origem: 1 milhão de euros doado pelo BPI e pela Fundação La Caixa; os restantes 144 mil euros provêm de donativos particulares
Destino: Banco está a colaborar diretamente com a Câmara Municipal de Pedrógão Grande e com as autoridades competentes no levantamento das necessidades


CGD - €2,65 milhões 

Origem: Doação de 
50 mil euros do próprio banco e donativos 
de particulares
Destino: Valor integra o fundo da Fundação Calouste Gulbenkian


Caixa Crédito Agrícola - €218 mil 

Origem: Doações de particulares para conta solidária do banco
Destino: Banco disse à VISÃO que “decidiu atribuir os donativos angariados (...) à União das Misericórdias Portuguesas”. A UMP admite que houve contactos mas não confirma que a verba tenha sido entregue


Santander - €573 mil 

Origem: Banco doou 500 mil euros. Os restantes 73 mil euros foram angariados através de doações particulares
Destino: Os 500 mil euros vão integrar o fundo REVITA*. Os 73 mil euros de doações vão ser divididos em partes iguais e entregues à Cruz Vermelha Portuguesa e à UMP.

*O banco garantiu à VISÃO que os 500 mil euros que pretende entregar ao Governo já foram transferidos. O Executivo confirma apenas que o “Santander mostrou intenção de aderir ao REVITA”, sem se pronunciar sobre se o montante já foi recebido


Montepio - €617 mil 

Origem: Doações de particulares (€467 mil) destinadas à UMP; €150 mil doados pela Associação Mutualista Montepio; e €100 mil doados pela Caixa Económica Montepio
Destino: €467 mil pertencentes à UMP; restantes €250 mil vão integrar o fundo REVITA


RTP - €134 mil 

Origem: Doações através de chamadas telefónicas para a linha solidária da RTP
Destino: Montante já foi entregue à Santa Casa da Misericórdia de Pedrógão Grande, como confirmou à VISÃO o provedor João Manuel Gomes Marques


SIC - €854 864,79 

Origem: Chamadas telefónicas
(€800 299,12); transferências 
(€11 926,67);
e doações públicas (€42 598)
Destino: A SIC, através da SIC Esperança, está a trabalhar no terreno em colaboração com várias instituições para fazer o levantamento das necessidades

(Dados recolhidos até dia 10 de agosto de 2017)



segunda-feira, 23 de abril de 2018

Governo Escondeu 20 meses Auditoria à SCML

Governo Escondeu 20 meses a Auditoria à Santa Casa da Misericórdia de Lisboa




Auditoria à SCML escondida 20 meses, e ainda assim, só é possível ser vista só por alguns... Afinal o que se passa na Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, envolvendo Santana Lopes?   

Quer-me parecer que anda alguém a esconder o lixo, os podres na SCML, varrendo-os para debaixo do tapete e assim escondendo-os da opinião pública, dos cidadãos portugueses. 
Que cumplicidade anda no ar, entre Governantes (PS) e  Santana Lopes? Onde encaixa o banco Montepio nesta história mal contada?

Como todos nós sabemos, por onde passou Santana Lopes, foram descobertos vários esqueletos nos armários... Não estará mais um na SCML para ser descoberto?



Capa hoje no Público
Segundo o Jornal o Público: Vieira da Silva levou 20 meses a aprovar auditoria à Misericórdia de Lisboa

"Devido ao atraso da homologação, só no fim de Janeiro é que o relatório foi enviado à Misericórdia, para cumprimento das respectivas recomendações, e ao Tribunal de Contas, para apreciação das infracções financeiras detectadas quase dois anos antes. Só a investigação do Ministério Público (MP), ainda em curso e em segredo de justiça, aos contratos celebrados entre a SCML e alguns dos seus fornecedores entre 2012 e 2014 é que não terá sido prejudicada pelo aquele atraso. Não pelo facto de a inspecção ter comunicado ao Ministério Público, em Julho de 2016, os indícios criminais detectados pelos seus auditores, mas porque a Polícia Judiciária já estava a investigar o assunto, pelo menos desde meados de 2015, na sequência da publicação de várias notícias do PÚBLICO sobre essa matéria". Continue lendo aqui!




A auditoria à Santa Casa da Misericórdia só foi homologada em Janeiro deste ano, dias depois de Santana Lopes perder as eleições para a liderança do PSD."  fonte




Jornal de Negócios: "O relatório da auditoria à Santa Casa da Misericórdia, que demorou os tais 20 meses para ser homologado, aponta diversas irregularidades na gestão da entidade durante o mandato de Pedro Santana Lopes. Os auditores escolheram uma amostra de 45 contratos, de um total de 1100 celebrados entre 2012 e 2014, e acabaram por concluir por exemplo, que muitos foram feitos por ajuste directo, quando deviam ter sido sujeitos a concurso; que houve adjudicações que não obedeceram aos requisitos legais; ou que foram recebidas propostas de diferentes empresas, mas que eram assinadas pela mesma pessoa.

As irregularidades foram entretanto comunicadas ao Ministério Público e ao Tribunal de Contas, não sem que os auditores da Segurança Social explicassem que a Santa Casa da Misericórdia condicionou o seu trabalho, ao não cooperar na disponibilização de vários elementos."  Fonte




segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Mas que raio de Democracia é esta?

É muito Grave o que o Sr. Paulo Morais disse na casa da Democracia Portuguesa!!




Quando este "Senhor" Paulo Morais, fala na Assembleia da Republica e diz o que disse, para depois nada acontecer... é muito grave o que está a acontecer na "casa do povo", com denuncias feitas por este Senhor na cara de todos os Deputados e Políticos presentes na Assembleia.

Mas que raio de Democracia  é esta?







Torna-se gravíssimo o que Paulo Morais disse, mas mais grave é, não haver consequências nenhumas, nem ao nível político nem a outro nível qualquer, na sociedade Portuguesa...



A Democracia em Portugal está completamente moribunda, ou seja já não há Democracia porra nenhuma!



Indignai-vos!!!



E porque é muito grave transcrevo em baixo tudo na integra o que foi dito pelo Sr. Paulo Morais na Assembleia do "povo"!


INCOMPATIBILIDADES DOS DEPUTADOS - O ESTADO ATUAL: intervenção de Paulo Morais no XV Encontro Público PASC - Regime de Incompatibilidades dos Deputados da Assembleia da República.


Intervenção de Paulo Teixeira de Morais, Professor Auxiliar na Universidade Lusófona do Porto, Director do Instituto de Estudos Eleitorais da mesma Universidade e Vice-Presidente da TIAC - Transparência e Integridade, Associação Cívica, no XV ENCONTRO PÚBLICO PASC - REGIME DE INCOMPATIBILIDADES DOS DEPUTADOS DA ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA, realizado no dia 29 de Novembro de 2013, na Sala do Senado da Assembleia da República.





"...
Exm.º Senhor Presidente da Comissão Parlamentar para a Ética,a Cidadania e a Comunicação, Senhor Doutor Mendes Bota,

Exm.ª Senhora Coordenadora da Plataforma Activa da Sociedade Civil, Senhora Doutora Maria Perpétua Rocha,

Meus Amigos, Caros Concidadãos, 


Nesta mesma Casa, na sede do regime democrático republicano, e perante aqueles que tinham acabado de o eleger, o Presidente Manuel de Arriaga, ciente de que tinham depositado nas suas mãos “um tesouro precioso, a liberdade”, promete, em nome dessa mesma liberdade, “eliminar todos os privilégios que, sendo mantidos à custa da depressão e ofensa dos nossos semelhantes, são para mim malditos”. 

A eliminação dos privilégios malditos, porque o são à custa duma sociedade deprimida, deve ser a primeira das preocupações da Assembleia que é herdeira do nome e dos princípios da República de Manuel de Arriaga. Justamente por ser da República, esta Assembleia deveria combater todo o tipo de privilégios indevidos, na defesa da ética republicana e dos ideais de liberdade e igualdade, que enformam o mundo democrático contemporâneo. 

Mas, se é verdade que vivemos hoje em liberdade, é também certo que, infelizmente, a nossa democracia carece de um enorme aprofundamento e melhoramento. 

A proximidade entre interesses privados e o bem público é, à época que vivemos, a regra vigente na promíscua política nacional. A vida política é interpretada e dirigida por atores que, frequentando simultaneamente os dois mundos, o dos negócios e o da defesa do interesse público, confundem a lealdade que devem ao povo com a fidelidade a quem os remunera. Este é um problema generalizado, que se tem feito sentir nos diversos governos, nas entidades reguladoras e que assume particular relevo e simbolismo, naquele que é o primeiro dos órgãos representativos do regime, o Parlamento. 

No Parlamento português, nas últimas legislaturas, têm sido inúmeros os deputados que, de forma aparente, potencial ou real, se colocaram e colocam em situação de conflito de interesses. 

As ligações empresariais dos deputados fazem-se sentir em múltiplos sectores, mas principalmente naqueles em que a promiscuidade com o estado é mais rentável, das obras públicas ao ambiente, das finanças à saúde, da agricultura à promoção imobiliária. Há dezenas de deputados que acumulam a função parlamentar com a de administrador, director, consultor ou advogado de empresas que desenvolvem grandes negócios com o estado. 

A duplicidade de papéis interpretados pelos parlamentares é perversa para o regime. 

E vem de longe. O primeiro grande símbolo da promiscuidade excessiva entre a política e os negócios terá sido talvez Duarte Lima. Como tantos outros que se lhe seguiram, o então líder parlamentar do PSD acumulava o seu papel de representante do povo e do estado português com as funções de consultor de grupos que faziam negócios com esse mesmo estado, como era o caso do grupo construtor Mota. Assessorava até entidades cuja actividade depende de despachos administrativos, como é o caso da Associação Nacional de Farmácias e outros. Quem servia então este ex-líder parlamentar? O Povo que o elegera ou as empresas que lhe pagavam? Além do mais, Duarte Lima, um dos mais marcantes líderes parlamentares que esta Assembleia teve desde o 25 de Abril, esteve (e está ainda) intimamente ligado a negócios com o banco que constitui quiçá o maior escândalo empresarial deste regime, o Banco Português de Negócios. 

Desde então, pelo menos, este tipo de situações tem-se generalizado e perpassa as diversas legislaturas, contamina diversas forças políticas e é protagonizado por alguns dos mais poderosos actores da cena política nacional. Se atendermos aos últimos anos apenas, os casos de conflito de interesses são reiterados. 

Ainda na legislatura anterior, quando reunia a então comissão parlamentar de obras públicas, que analisou, decidiu e supervisionou legislação relativa a parcerias público-privadas rodoviárias, cerca de metade dos seus membros estava então directamente ligados ao sector imobiliário. Afinal, que interesses ali se defendiam? Os deputados/empresários representavam o povo, os cidadãos que os elegeram, junto do sector, ou o sector empresarial das obras públicas que tanto hoje beneficia de rendas agiotas das parcerias público-privadas? 

Na actual legislatura, em todas as comissões economicamente relevantes, há conflitos de interesses, sejam eles reais ou potenciais. Na comissão de agricultura, Manuel Isaac, deputado, tutela, em nome do Parlamento, um ministério que, por sua vez, influencia a atribuição de subsídios à empresa de que é administrador. O presidente da comissão parlamentar de Segurança Social, José Manuel Canavarro, é consultor do Montepio Geral, banco cuja actuação se situa na área da solidariedade. E na saúde, sector tão sensível, em que o maior operador nacional é o estado português? O deputado Ricardo Baptista Leite quando se desloca a eventos, comemorações e inaugurações fá-lo na dupla e ambígua representação, ora da Assembleia da República, ora da Glint Healthcare Solutions. Também se deverá achar desconfortável Couto dos Santos, membro da administração da construtora MonteAdriano, entre outras, quando estão em causas obras em hospitais ou centros de saúde. 

Mas os exemplos sucedem-se. 

Na comissão hoje mais importante, a que acompanha o Programa de Assistência Financeira a Portugal, que tem por funções fiscalizar as medidas previstas no memorando de entendimento com a Troika, nomeadamente as alienações de capital público na EDP e na REN, a privatização da exploração aeroportuária ou o apoio à recapitalização da Banca – nesta comissão tem assento Miguel Frasquilho que trabalha na Essi, entidade do grupo financeiro Espírito Santo que, ainda por cima, assessorou os chineses na compra da EDP; a que se juntava até há pouco tempo Adolfo Mesquita Nunes, advogado da poderosa sociedade “Morais Leitão, Galvão Teles, Soares da Silva”, justamente o escritório de referência no sector de electricidade em Portugal. Nessa mesma comissão parlamentar, de acompanhamento ao programa de assistência financeira, os interesses da EDP têm estado ainda representados pelo deputado Pedro Pinto. 

E por aí fora. A desfaçatez é de tal ordem que até a comissão de combate à corrupção, criada no Parlamento na legislatura anterior, foi presidida pelo advogado Vera Jardim que, na sua qualidade de presidente do Banco Bilbao Viscaya e de uma leasing imobiliária, representa os sectores mais permeáveis à corrupção, a finança e a construção civil; já para não falar do seu então vice-presidente, Lobo de Ávila, que pertencia a diversos órgãos sociais das empresas de Miguel Pais do Amaral, com inúmeras ligações a negócios com o estado. 

É também muito difícil de aceitar que o actual Presidente da Comissão Parlamentar de Defesa, Matos Correia, seja advogado no mesmo escritório que o seu antecessor na função, José Luís Arnaut, cujo principal sócio é o ex-ministro, também da Defesa, Rui Pena. Que competências tão peculiares terá esse gabinete jurídico para obter tão forte representação pública em sector tão relevante sob o ponto de vista estratégico? Que competências têm os advogados dessa sociedade para representar o povo num sector por onde correm alguns dos mais rentáveis (e corruptos) negócios do estado português? 

Por último, uma palavra para os parlamentares que são associados ou colaboradores das grandes sociedades de advogados. 

Estes são sempre, pela natureza da sua função, representantes dos interesses dos seus clientes que, através desta classe profissional, invadem o Parlamento com os seus interesses e negócios. Num país tão dependente do estado na sua actividade económica, os advogados/deputados sempre serão tentados a utilizar a informação de que dispõem, enquanto agentes públicos, em proveito dos seus clientes. E de cada vez que um deputado/advogado debate, prepara e elabora uma qualquer legislação, vacila, inevitavelmente, entre lealdade ao povo que o elege e a fidelidade às empresas que lhe pagam. Seguramente, em caso de dúvida, inclinar-se-ão para a fidelidade a estas últimas, suas representadas. 

···

Meus Amigos, 


Os exemplos são inúmeros, a promiscuidade entre política e negócios é generalizada. Mas mesmo assim, causou perplexidade a nomeação do deputado Paulo Mota Pinto para o Conselho de Fiscalização do Sistema de Informações da República. Este parlamentar é, simultaneamente, administrador da Zon, empresa cujo accionista de referência é Isabel dos Santos, filha do presidente de Angola, José Eduardo dos Santos. Assim, temos um homem de confiança, directa ou indirecta, do regime angolano a superintender, em nome do Parlamento, em representação do povo português, a actividade dos serviços portugueses de informação. 

A somar a todos estas, há ainda outras situações difíceis de compreender. Não se percebeu a nomeação do deputado Ricardo Rodrigues, que foi condenado por roubar gravadores a jornalistas, para o Conselho Geral do Centro de Estudos Judiciários. Chega a ser irónico e revela até desrespeito pelo Centro de Estudos Judiciários. 

Os exemplos multiplicaram-se. Os interesses privados capturaram os agentes políticos. Esta situação torna-se insustentável, sob o ponto de vista da higiene democrática. 

É agora urgente restaurar a democracia e, muito em particular, requalificar o Parlamento, e prestigiar os seus agentes. Os deputados que são da Nação devem representar o povo. E não o polvo de interesses que se alimentam do Orçamento, ou seja, dos impostos de todos os portugueses. 

Para erradicar esta teia de negócios que domina a política, o Parlamento deverá criar um regime de incompatibilidades muito restritivo para os detentores de cargos públicos. Que deve, num período transitório de higienização, ser de exclusividade total. Até que a democracia respire, até que os “interesses malditos” de que falava o presidente Arriaga deixem de estar representados no Parlamento e passem, de uma vez por todas, a ser combatidos pela Assembleia da República.

···

Caros Concidadãos, 


Uma democracia autêntica deveria orgulhar-se do seu Parlamento. Mas não é isso que hoje se passa, lamentavelmente. Vivemos tempos em que o povo português revê na sua classe política as palavras de Luís de Camões que se recusou a cantar nos Lusíadas a “quem, com hábito honesto e grave, veio (…) no ofício novo, a despir e roubar o pobre povo”. 

Senhora Doutora Maria Perpétua Rocha, muito obrigado pelo seu convite para reflectir, na Casa da Democracia, sobre um assunto de extrema relevância e de cuja resolução depende, em meu entender, a sobrevivência desta democracia moribunda. 

Senhor Deputado Mendes Bota, bem haja por ter promovido este debate no Parlamento, na Casa de todos nós, cidadãos. A liberdade de expressão é um direito que nos está constitucionalmente consagrado, mas, curiosamente, poucos seriam os agentes políticos que, na própria Casa onde a Lei Fundamental foi concebida, estimulariam o exercício totalmente livre desse mesmo direito constitucional. 

Ao apoiar este debate, o Senhor Deputado Mendes Bota permite-nos concluir que embora a democracia esteja doente, em Portugal ainda se respira um pouco de liberdade. 

Saibamos todos aproveitar a energia que ainda resta nesse ténue sopro de liberdade! ..."


Muito Obrigado!




sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

BPN a Maior Fraude da História de Portugal

A Maior Fraude Alguma Vez Ocorrida em Portugal!!!


Esta é a primeira parte de uma serie de quatro, de uma reportagem feita pela SIC, da maior fraude alguma vez feita em Portugal, comparável à "dona branca" mas muito maior!

Esta é maior burla cometida em Portugal desde o inicio da nossa história... e o mais grave é a impunidade dos que mais enriqueceram ilicitamente. É preciso que este caso não se apague, na memória colectiva, afim de que as gerações vindouras nunca permitam crimes desta natureza. 





"O problema do povo português é a corrupção, é a falência dos banqueiros "usurpadores" que continuam milionários e á solta. Divorciam-se das mulheres quando são apanhados e desviam o produto do roubo para paraísos intocáveis. Na mesma fornalha estão os políticos, desonestos e trapaceiros que sempre existiram e fazem parte da elite portuguesa. E ainda na mesma fornalha, o poder judicial que dá cobertura a essa gente e não tem coragem de os prender efectivamente. O povo português foi sempre um bom trabalhador. Exemplos não faltam pelo mundo inteiro."




Sic Grande Reportagem BPN A Fraude Linha da Frente Parte 2




Sic Grande Reportagem BPN A Fraude Linha da Frente Parte 3






A Fraude (4ª Parte) A caixa negra - SIC



Segue-se uma reportagem do pós Nacionalização, que veio a ser um autentico desastre Nacional a nível económico. Culpa do Sr. José Sócrates (Primeiro Ministro) e o Sr. Teixeira dos Santos (Ministro das Finanças), que deviam ter deixado cair o banco, mas como havia altas personagens envolvidas, preferiram Nacionalizar o BPN ficando o prejuízo do lado dos contribuintes Portugueses, que já vai em mais de 7 mil milhões de euros...!


BPN: Quem nos andou a roubar - Reportagem SIC

Reportagem de Pedro Coelho, Luís Pinto e Ricardo Tenreiro para a SIC, transmitida a 22/12/2012





 Paulo Portas contra os corruptos do BPN! Quem o viu e quem o vê!




História do Banco BPN


Banco Português de Negócios (BPN) era um banco privado de Portugal, criado em 1993, que actuava no sector da banca de investimentos. Em 2008 foi incorporado na Caixa Geral de Depósitos. Em 31 de Julho 2011 o governo português anunciou que o BPN foi vendido ao Banco BIC Português, um banco angolano. O actual presidente do conselho de administração é Fernando Teles, tendo como outros membros Isabel dos Santos e Américo Amorim.  A sede central está na Av. António Augusto de Aguiar, Lisboa.

Crimes, fraude e branqueamento de capitais
Em Fevereiro de 2008, José Oliveira e Costa abandona a presidência do grupo, justificando a sua saída com motivos de saúde, sendo substituído interinamente pelo presidente do banco Efisa, Abdool Karim Vakil. Este levanta sérias duvidas aos processos de gestão até então levados a cabo pelas anteriores entidades gestoras do grupo, solicitando às entidades competentes uma investigação. Foi igualmente neste mês que o BPN se viu envolvido em investigações no âmbito da Operação Furacão, um processo-crime que decorre desde 2005, investigando crimes de fraude fiscal e branqueamento de capitais e onde estão envolvidas várias instituições financeiras.
Em Junho de 2008, Miguel Cadilhe, antigo ministro das finanças do XI Governo Constitucional de Portugal chefiado por Cavaco Silva, e ex-administrador do Banco Comercial Português é escolhido para a presidência do Banco. Quatro meses após tomar posse, o então presidente denuncia publicamente vários crimes financeiros que alegadamente terão sido cometidos por altos funcionários de gestões anteriores, solicitando mais uma vez uma investigação profunda aos anteriores actos de gestão.
O caso começou a assumir implicações políticas: destacadas figuras como o então Presidente da República (e ex-Primeiro Ministro) Cavaco Silva, alguns dos seus aliados no PSD (como Dias Loureiro) e alguns membros do Partido Socialista tinham mantido ao longo dos anos relações pessoais, profissionais ou de negócios com Oliveira e Costa e com o Banco.
Já em Novembro do mesmo ano, o BPN vê-se em enormes dificuldades de liquidez, e o Governo (na altura liderado pelo PS de José Sócrates) procede à sua nacionalização, incorporando-o na Caixa Geral de Depósitos. A acção - a primeira nacionalização a ocorrer em Portugal desde o PREC nos anos 1970 - também gerou polémica devido às opções financeiras tomadas e às nomeações para a nova direcção do Banco.

Privatização

A partir de 2011, o processo passou para o novo Governo PSD/CDS liderado por Pedro Passos Coelho. A fase da reprivatização ficaria marcada por nova polémica devido ao processo de venda do BPN. Em consequência do memorando de entendimento que o XVIII Governo Constitucional de Portugal assinou com a Troika, o estado português foi obrigado a vender o BPN até ao final de Julho de 2011. Em 2011-07-20 foi anunciado que foram recebidas 4 propostas de compra do BPN, onde se incluem propostas do Banco BIC Português, Montepio e de um grupo de 15 investidores portugueses referido por Núcleo Estratégico de Investidores. Em 31 de Julho 2011 o Ministério das Finanças comunicou a venda por 40 milhões de euros ao Banco BIC Português.


Uma investigação da revista Visão intitulada "As estranhas manobras da venda do BPN", edição de 17 de Outubro de 2013, veio lançar luz sobre o processo de compra do BPN, determinando segundo explicações do próprio Ministério das Finanças, que apesar da anunciada venda por 40 milhões, os novos accionistas não desembolsaram capital para realizar a compra. Após a injecção de mais de 800 milhões de dinheiro público para recapitalizar o BPN, um dos primeiros actos da nova gestão foi a redução dos capitais próprios da nova instituição que resultou da fusão do BIC na estrutura do BPN, com a libertação de 40 milhões de euros que foram utilizados para liquidar o empréstimo contraído pelos accionistas do BIC realizarem a compra do BPN. Assim, o esforço financeiro para adquirir o BPN, provém da capitalização do Estado Português, ou seja, dos contribuintes, num episódio caricato, da novela do BPN.


O vice-presidente da associação Transparência e Integridade, Paulo Morais, fala sobre o "roubo" no Banco BPN e a inoperância da justiça.



Corrupção e impunidade: onde falha a Justiça?

O que a justiça Portuguesa tem feito para condenar os criminosos de colarinho branco...?

Porque não avançam os processos de corrupção em Portugal?
E porque é tão difícil condenar suspeitos? 
O presidente da TIAC, Luís de Sousa, aponta a falta de progressos da Justiça portuguesa no combate à corrupção, e o impacto dessa ineficiência para a imagem do país. Reportagem da CMTV no Dia Internacional de Combate à Corrupção, 9 de dezembro de 2013.






Em Portugal os "crimes de colarinho branco", simplesmente ficam impunes...!!!


Indignai-vos, partilhem este escândalo Nacional, escândalo que até à data a justiça Portuguesa ainda não deu um fim...Infelizmente!


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